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Dado Crítico
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Você pode criticar, comentar ou sugerir através do email dadocritico@yahoo.es Comments: Segunda-feira, Maio 31, 2004 O Elogio Finalmente chegaria o grande momento. Dentro de pouco mais de uma hora começaria o jantar no qual seria anunciado o novo vice-presidente da Companhia e, com o trabalho que eu havia desenvolvido, aumentando a produtividade e descobrindo um rombo financeiro causado pelo então vice, meu nome era quase certo para assumir a vaga. Tudo ia muito bem, eu já estava pronto, passando perfume, quando vi minha mulher entrando no quarto como há muito tempo não a via. Estreiava um vestido comprado especialmente para a ocasião. Havia feito mãos, pés e penteado. Passou a tarde inteira no cabeleireiro. Estava simplesmente maravilhosa, indescritível. Segui seu corpo inteiro com os olhos, então disse a ela que estava linda e que preto lhe caía muito bem. Sua reação foi, no mínimo, muito curiosa. Respondeu com muita aspereza que qualquer mulher acima do peso fica melhor de preto, e que só assim conseguiam esconder os excessos. Preferi ficar quieto e não estragar minha grande noite. Perguntei se já estava pronta e, mais uma vez: bomba. Respondeu que estava pronta para dormir, que não iria mais a porcaria de festa nenhuma. Agora eu estava começando a me preocupar. Tudo bem que ela fica uma fera todos os meses durante aquela fatídica semana, mas dessa vez foi demais. Sua presença era importante não só para me acompanhar, mas também porque era uma dos principais gerentes da empresa, além de ter contatos muito fortes lá dentro. Tentei argumentar dizendo que eu não tive nenhuma intenção de magoá-la, que realmente eu queria dizer que ela estava linda, mas nada mudava sua opinião. Estava decidida a ficar em casa e me jogar aos leões. A essas alturas já havia passado quase uma hora desde o começo da queda-de-braço e eu não poderia mais esperar. Tinha que definir naquele momento se iria só ou não. Tentei mais uma vez e ela se mostrou irredutível, disse que não sairia de casa nem amarrada. Não me sobrou outra opção, fui só. Chegando à festa sentei-me à mesa reservada à família do Presidente, onde a única ausência era a de sua tão amada filha, minha mulher. Todos perguntaram dela e demonstraram grande desconforto por sua ausência. Nem mesmo a indisposição que inventei como desculpa para que ela não fosse foi suficiente para melhorar o clima. Depois de um belo jantar, o momento tão esperado. O Presidente subiu a um palco, onde explicou todo o processo de modernização da empresa, enumerou os colaboradores que mais ajudaram a transformá-la em líder no mercado nacional e uma grande exportadora; destacou minha participação decisiva, falou durante cinco minutos sobre minha dedicação aos negócios e meu profissionalismo. No final fez apenas uma ressalva, lamentando a ausência de sua filha, a nova vice-presidente da empresa... Denis Borges postado por: Dado 9:11 AM Comments: Segunda-feira, Maio 24, 2004 Para o meu pai... Ele sabe do que estou falando... Um sopro divino Relações entre pais e filhos são, geralmente, complicadas. Uma coisa, porém, não se pode negar: são as mais sinceras e as que nos trazem mais experiências de vida, mesmo quando nem ao menos chegamos a conhecê-los. Isso me faz lembrar a história de uma garota que tinha uma convivência muito boa com os pais e uma vida muito próspera proporcionada por eles. Sua mãe era uma advogada que, apesar da grande quantidade de trabalho, sempre tinha tempo para a família. Seu pai, um renomado arquiteto, com quem trabalhava, também conseguia tempo para reunir-se com as pessoas que gostava e passar bons momentos de descontração. Claro que tinham suas diferenças e discussões, como qualquer família. O fato é que apesar de viverem tão bem e de proporcionarem à filha a melhor educação possível, uma coisa não estava bem, um ensinamento não conseguiram passar: a garota não acreditava em Deus. Freqüentavam a igreja, mas ela não conseguia acreditar em algo tão abstrato. Dizia que era muito agradecida por tudo o que tinha na vida e pelas pessoas que a cercavam, mas que dentro dela havia uma voz, bem lá no fundo, dizendo que tudo era uma grande besteira e que não havia Ser superior algum. Naturalmente isso causava uma grande tristeza em seus pais. Para eles não haveria problema se ela seguisse outra religião, desde que acreditasse Naquele a quem atribuíam todas as conquistas de suas vidas. Com o passar dos anos ela também se tornou uma arquiteta respeitada, não apenas pelos trabalhos que executava, mas também pelo exemplo de honestidade que era e pela ajuda que prestava a quem dela necessitasse. Seu pai, agora um avô-coruja incorrigível e beirando os setenta anos de idade, começou a sentir algumas dores que o incomodavam, mas nunca deu maior atenção, pois acreditava que fosse normal na fase em que estava. Um dia, por insistência de sua mulher, submeteu-se a uma bateria de exames, na qual foi diagnosticado um tipo muito raro de câncer. A notícia, como era de se esperar, causou grande comoção na família e nos amigos. Depois de diagnosticada, a doença parecia evoluir a galope. Em poucas semanas muitas de suas funções estavam comprometidas e ele mal andava sozinho. Este homem tão querido, de repente, teria de pouquíssimo tempo de vida. Graças à condição financeira que haviam conquistado ao longo de toda vida, foi possível contratar enfermeiros e, principalmente, mãe e filha puderam acompanhá-lo de perto durante esse período, deixando o trabalho por alguns meses. A filha mudou-se temporariamente para a casa dos pais. Seu marido encarregou-se dos filhos. Depois de dois meses o pai já havia perdido completamente a consciência e tudo o que ela podia fazer era beijá-lo, acariciá-lo e chorar muito por ele. Sua mãe rezava com todas as forças. Foram semanas muito difíceis, perdendo peso e contato com seus próprios filhos, mas de alguma maneira, revivendo aquela linda união que tiveram durante sua infância e juventude. Em uma tarde fria de inverno, quando as duas seguravam as mãos daquele pai tão castigado pela doença, viram rolar em seu rosto uma lágrima e, em seguida, o alívio, seu último suspiro. Sem que pudesse pensar em nada, a vista da filha escureceu e ela ouviu um sussurro em seu ouvido, acompanhado de uma brisa morna e doce, como o hálito de seu pai. O sussurro dizia: "Obrigado minha filha. Eu te amo muito..." Neste momento percebeu que seu pai acabava de lhe dar a lição mais linda de sua vida, afinal uma coisa dessas não se explica de maneira racional. Naquele momento percebeu que Deus existe, sempre existiu... Denis Borges postado por: Dado 9:35 AM Comments: Segunda-feira, Maio 17, 2004 A Grande Decisão Depois de quinze anos de muito trabalho naquela multinacional, conseguiu finalmente tirar as férias que tanto queria. Embarcou com a mulher e os dois filhos rumo a um desses países que a maioria das pessoas só vê em revista. Nada mais justo para um homem que melhorou os números daquela grande companhia e que já era cotado para assumir a presidência mundial da empresa. As vezes que tentou sair de férias foi sempre obrigado a voltar por um motivo ou por outro. A semana entre Natal e Ano Novo era sagrada para o seu descanso, mas nunca gostou de viagens longas em períodos de festa, preferia ficar em casa ou ir à praia ou ao campo, onde tinha belas casas. O fato é que agora nada o separaria de seu grande objetivo: férias de verdade. Programou durante mais de um ano com a mulher e o casal de gêmeos o que fariam durante esses vinte dias. Na verdade ele apenas escolheu o destino e, por sua habitual falta de tempo, a família acabou cuidando dos detalhes. O vôo estava no horário e ele já estava sentado em sua poltrona ao lado de sua mulher, agora com quarenta e poucos anos e uma forma invejável. Seus filhos também estavam crescidos. Quando começou a trabalhar nessa empresa, em um cargo mediano, os gêmeos tinham apenas três anos de idade, estavam começando a conhecer o mundo. Agora eles tinhan dezoito anos e estavam na faculdade. Ele fazendo direito e ela veterinária. Eram um grande orgulho para os pais, principalmente para a mãe, que se encarregou de lhes educar e passar valores no dia-a-dia. A família estava finalmente unida para alguns dias de tranqüilidade. Assim que decolou o avião, ele fechou os olhos como se estivesse dormindo e pensou em tudo o que havia conquistado em sua vida: casas, carros, reconhecimento, bons colégios para os filhos, uma vida invejável para sua mulher, que além de coordenar os empregados da casa, também cuidava de uma loja que tinham em um shopping. Tudo isso às custas de extrema dedicação ao trabalho. Sentiu-se feliz e confortável naquele momento. Poucos segundos depois, começou a pensar no que não havia vivido para que aquilo tudo fosse possível. Pensou nas formaturas da pré-escola e do segundo grau de seus filhos que não pôde comparecer por estar em reuniões importantíssimas, pensou nos quatro aniversários de casamento que também não estava presente por estar em viagem de negócios, e no aniversário de sua mulher, que por um descuido de sua secretária deixou passar em branco; as conversas que não teve com seu filho e as vezes que não pôde atendê-lo por estar com pressa, sem contar a relação com sua filha que beirava a frieza. Pensou nisso tudo e em outros tantos fatos que fizeram dele quase um turista em sua própria casa, um provedor que praticamente não participava de decisões do lar e que atribuia à mulher as decisões mais importantes referentes à família. Sentiu-se vazio e triste, um mercenário. Percebeu que durante todo este tempo viveu para mostrar aos outros e a si mesmo do que era capaz, sem se preocupar em viver a sua família. Na balança de sua conciência suas falhas pesaram muito mais que o conforto que conquistou. O coração ficou apertado e sentiu um frio no estômago. Estava realmente arrependido e decidido a mudar toda a sua vida a partir daquele momento. Seria a partir de agora não apenas um provedor, mas um pai de família, e para selar a sua mudança beijou sua mulher como não fazia há muitos anos. Ela logo percebeu que ele havia acabado de tomar a decisão mais importante e acertada de sua vida. Buscaria o sucesso familiar. Denis Borges postado por: Dado 10:39 AM Comments: Terça-feira, Maio 11, 2004 Que Amor de Noite... Das situações constrangedoras pelas quais passei, essa foi a campeã. Aconteceu em 1993, quando eu tinha vinte e um anos, com mentalidade de dezesseis. Eu estava namorando há pouco mais de um mês e ainda não havia apresentado o novo amor, o que já causava uma curiosidade quase sem limites na minha família. Em um final de domingo decidimos dar uma esticada até um motel para passarmos uma noite agradável e começarmos a semana em grande estilo. Tudo ocorreu perfeitamente, incluindo vinho, música, meia-luz e todos os ingredientes para fazer uma noite romântica. Por volta das três horas daquela madrugada fria de maio íamos embora. Abri a porta do meu recém comprado carro a álcool para aquela lady, entrei, dei a partida e... nada. Tudo bem, sem pânico, outra tentativa...... nada. Comecei a sentir um leve frio na boca do estômago. Mais uma tentativa e..... nada. "Algum problema amor?" - perguntou aquela deusa sem saber o que a esperava. "Não, é só o frio...." - respondi com o coração saindo pela boca. Eu sabia da dificuldade na partida do carro a álcool, mas sabe quando a coisa está com aquele jeito de que não vai acabar bem? O pior é que eu não tinha muitas opções além de tentar a qualquer custo fazer aquele motor funcionar. Continuei tentando, até que a bateria descarregou e, aí sim, o suor começou a descer pela minha testa. Parecia um sonho lindo que se converteu em um pesadelo tenebroso. Fui à recepção perguntar se havia um cabo para carregar a bateria, ou algum mecânico por perto, mas o horário não colaborava. Já era quase quatro horas da manhã. Pensei em dar um jeito de perguntar se algum dos hóspedes poderia me ajudar, mas naquela madrugada gelada de segunda-feira parecia que eu era o único que havia se aventurado naquele motel. Minha cabeça estava girando, mas pelo menos minha namorada não estava lá muito nervosa e conseguia me acalmar um pouco à base de beijinhos. Sugeriu que ficássemos até mais tarde, quando abririam as mecânicas, mas eu tinha reunião na empresa em que trabalhava há apenas uma semana. A verdade é que o desespero venceu e eu tive que pedir à recepcionista que me deixasse fazer uma ligação, apenas uma que eu sabia que seria certeira, mas que me custaria muito caro psicologicamente. Liguei e pedi que viesse e trouxesse os cabos da bateria para que eu a carregasse. Adivinhem quem: ninguém mais, ninguém menos que... minha mãe. Apesar de ficar visivelmente abalada ao telefone, cerca de trinta minutos mais tarde chegava a salvadora com os cabos e, de quebra, minha irmã e uma tia interessadíssimas em conhecer minha pobre namorada e, certamente, comentar esse caso pelo resto de suas vidas. Foram até a garagem da suíte onde estava o carro e me ajudaram a empurrar para manobrar, já que ele estava de frente para a parede. Suor e mico à parte, o carro pegou e elas conheceram a nova integrante da família. Ah! Na hora de ir embora minha mãe me deu uma blusa. O filhinho poderia estar com frio... Denis Borges postado por: Dado 10:52 AM Comments: Segunda-feira, Maio 03, 2004 O Fora Um dia desses me ligou um amigo com quem havia perdido contato há algum tempo. Sua voz estava triste. Perguntou se poderia passar em casa para tomarmos alguma coisa e eu, sem nada pra fazer naquela sexta à noite e já um tanto curioso, respondi que sim. Uma hora antes do combinado ele chega com os olhos inchados de tanto chorar e com algumas garrafas de vinho barato, desses de cesta de natal. Mal chegou e já foi me contando suas desventuras no amor. Disse que primeiro se envolveu com uma garota linda e divertida, mas que não era das mais fiéis, e como era de se esperar o fez conhecer o sabor da traição. A segunda que veio nessa maré de azar foi uma garota que era a verdadeira encarnação da brutalidade, cansou de deixá-lo com cara de bobo na frente dos outros. Não correspondia aos seus carinhos e sempre estava com uma pedra na mão, ele nem ao menos podia fazer um elogio que ela respondia com grosserias. Pode? Essas mulheres machucaram, mas a última foi demais. Ela era delicada, inteligente e carinhosa, mas como ninguém é perfeito... era casada. Isso mesmo. Depois de algumas experiências frustrantes, essa era para desanimar de vez. A mulher da sua vida já tinha casa, cachorro e um maridão. Ficaram juntos até que a segurança e tranqüilidade que ela tinha no casamento falassem mais alto que aquele amor, que desde o início já era sem futuro mesmo. Terminou sem fazer muita cerimônia, com poucos minutos de conversa. Depois de algumas horas lá em casa o coitado estava desolado e bêbado, um verdadeiro trapo. Dizia estar disposto a tomar uma medida extrema, e eu acreditei, afinal quem bebe aquele tipo de vinho é capaz de cometer qualquer loucura. Ele já tinha passado por tantas desilusões que era difícil encontrar uma palavra de consolo. Quando se acalmou pensou nos inconvenientes de estar com aquela mulher, como noites em claro sem poder vê-la, finais de semana sem companhia e a possibilidade real de morte ou mutilação caso seu marido descobrisse a traição. Concluiu que os inconvenientes não valiam a pena. Começou a imaginar coisas que pudessem melhorar seu estado: viagens, esportes, animais de estimação e etc. Calou-se por alguns instantes e pensou no bem que lhe havia feito essa desilusão. A partir de agora poderia encontrar outro amor e voltar a ser feliz, sempre com alguma complicação, do seu jeito, talvez resgatando uma freira do convento... Dado postado por: Dado 4:29 PM Comments: Quinta-feira, Abril 29, 2004 A Busca Encontrar a pessoa ideal é o objetivo de qualquer pessoa. Apesar de normalmente não nos darmos conta, quando olhamos para trás atentamente percebemos que essa busca começa muito cedo e pode durar a vida inteira. Logo na escola infantil já temos uma namoradinha, isso sem ao menos sabermos o que é um namoro. Em geral é a garotinha que achamos mais bonita. Essa relação, embora seja muito ingênua, marca e deixa muitas recordações, algumas delas são verdadeiros micos registrados pelas câmeras fotográficas dos pais. No colégio tem aquela garota da primeira série, a da segunda e o maior amor platônico de todos: a professora. Quem nunca se apaixonou por uma professora? Ela é com certeza a mulher mais bonita que já vimos na vida. Houve casos de garotos apaixonados que passaram a noite em claro ao lado da janela olhando a lua e pensando nessa musa. Tudo bem que com o passar dos anos o gosto muda e aquela princesa pode ser, na verdade, um belo sapão, mas sempre será lembrada como uma das mulheres mais especiais que conhecemos. Depois de algumas experiências pouco físicas nessa coisa de amor, por volta dos dez ou doze anos, encontramos a primeira namorada pra valer e finalmente começamos a beijar. Geralmente o primeiro amor machuca um pouco quando acaba, mas até isso se aproveita dele, já que o sofrimento muitas vezes anda junto com o amor e quanto antes se aprende essa lição, mais fácil para se defender depois. Com o passar do tempo as necessidades se transformam e passamos a buscar uma pessoa com quem todos os momentos sejam muito especiais, alguém com quem não seja necessário elaborar planos mirabolantes para ser feliz, alguém que nos dê a sensação de que estamos sempre completos. A partir de agora cada relacionamento é cercado de grande expectativa e essa é, sem dúvida, a fase onde mais ocorrem tentativas e frustrações. No final muitos são os amores de nossas vidas. Tem aqueles que só trazem dor de cabeça e uma bela conta de analista, outros que nos deixam à beira do suicídio, outros trazem filhos, e existe também aqueles que nos trazem tudo isso e felicidade e, com sorte, um vem e fica ao nosso lado até o fim, mas o importante é que cada um deles nos faz crescer e dá sentido à vida. Cada uma dessas pessoas foi a pessoa ideal no seu momento, mesmo estando longe de ser a pessoa idealizada. Dado postado por: Dado 11:29 AM Comments: Segunda-feira, Abril 19, 2004 Don Diego Que los génios no mueren creo que todos ya saben, pero hay algo que quiero compartir, algo que vivi hace unos años, cuando chico todavia, pero que traigo conmigo desde entonces. Los génios no pueden ser comparados entre si. Todo lo que se sabe es que son especiales y nunca por la misma razón, asi que las comparaciones tan comunes cuando se dice este nombre no son importantes, sino lo que hizo en su vida tan compleja y llena de conquistas. Por supuesto hablo de Don Diego que fue, sin duda, el más grande que he visto jugar en mi vida. Para mi este genio nació con suavidad, no fue una cosa que puedo decir exacto la fecha en que sucedió, pero me acuerdo del proceso. La Copa del Mundo de 1986 fue increíble, no por "La Mano de Dios", que no fue de las cosas más lindas que he visto en el deporte, sino por el gol maravilloso en que salió de la media cancha y enseño al mundo porque es una estrella única. Después en Nápoli y en los otros equipos en que jugó no fue menos genial. Siempre un vencedor en las canchas. Las dos vidas que tuvo, una en el deporte y otra fuera de ello fueron siempre temas de discusiones calientes, ya que logró una carrera espetacular en el fútbol, sin que jamás tuviera el alma de deportista. Siempre fue un genio que no necesitaba condiciones físicas perfectas para que fuera simplemente el mejor jugador que ha visto jugar gran parte de los aficionados por el fútbol en el mundo. Quizás con un poquito más de esfuerzo podría ser el más grande de todos los tiempos, sin discusión, pero nos dejó la emoción de la duda. Las diferencias que existen en el deporte entre Brasil y Argentina hacen con que el sabor de una vitoria sea mas dulce y también mas amarga la pérdida, dá emoción al deporte, pero tiene también su lado lamentable, muchas veces perdemos la felicidad de admirar los génios rivales, que no son pocos. Don Diego tiene su plaza especial en el fútbol y en los corazones de los aficionados por el deporte más importante del mundo. En el cielo en donde brillan para los brasileños estrellas como Garrincha, Falcão, Sócrates, Roberto Carlos, Romário y Ronaldos, Maradona está un peldaño más arriba, junto a otro genio igualmente importante. Sólo hay que esperar que tenga todavia mucha vida adelante y un ocaso tan lindo cuanto su carrera. Dado postado por: Dado 1:07 PM Comments: Sábado, Abril 10, 2004 O Restaurante Depois de algumas tentativas frustradas, finalmente consegui marcar um jantar com aquela garota que há muito tempo me tirava o sono. Marcamos de nos encontrar no próprio restaurante e, para que ela não ficasse esperando, cheguei um pouco mais cedo que o combinado. Pedi uma garrafa de vinho e comecei a reparar nas mesas à minha volta. Na mesa à minha frente estava um advogado contando um caso à sua amante. Segundo ele, seu cliente estava se separando e o acordo envolvia alguns milhões de reais e mais tantos imóveis. Na verdade quem acabou com um prejuízo considerável foi ele, já que sua esposa chegou e sentou-se à mesa, acabando com a festa do Dr. Falastrão. Foi realmente uma cena inusitada. Ela simplesmente sentou-se e despejou alguns desaforos sem alterar o tom de voz, depois se levantou e foi embora. Ele pagou a conta e saiu do restaurante antes que chegasse o pedido. Na mesa ao lado havia um jovem casal muito feliz. O rapaz deu à moça um anel de noivado. Ela não conseguia conter tanta emoção. Também não tocou na comida, preferiu comemorar a ocasião com o bom vinho que bebiam. Na mesa à minha direita jantavam dois homens muito elegantes, de ternos muito bem cortados. O mais jovem fez alguns rodeios, explicou a situação do mercado e as exigências de alguns acionistas e finalmente anunciou àquele Senhor bem apanhado de meia-idade estava demitido. Falar que estava na empresa desde que foi fundada e de toda sua dedicação não bastaram para salvar seu emprego. Na mesa à frente, onde estiveram o advogado e suas duas Senhoras sentou-se um casal de idade avançada. Não falavam, ficaram sentados se olhando fixamente nos olhos; para eles as palavras já não eram necessárias. Ouvi a voz do homem somente para fazer o pedido ao garçon. Não comentaram a comida e nem a bebida. Apenas deram as mãos e se acariciaram com muita ternura. Provaram que a felicidade também pode ser duradoura. Fiquei pensando que o retaurante na verdade é um lugar muito intenso, onde coisas especiais, boas e ruins, acontecem a todo momento simultaneamente. Quando dei por mim já havia bebido toda a garrafa de vinho. Olhei a hora e o atraso de mais de uma hora indicava que eu também estava passando por uma situação típica em restaurantes. Levei um bolo. Dado postado por: Dado 11:58 AM Comments: Quinta-feira, Abril 08, 2004 Um Dia de Cachorra Ontem passei por um verdadeiro aperto. Acordei, tomei um belo banho, fiz uma escova de quarenta minutos e me maquiei. Depois vesti um terninho lindo e me perfumei. Estava pronta para um dia de muitas atividades cansativas, tão comuns às mulheres de negócios. Um fato, porém, mudaria tudo. No caminho do trabalho fui abordada por dois marginais que entraram no meu carro anunciando um assalto. Fui obrigada a passar para o banco de trás do carro, onde um dos rapazes me apontou uma arma. Diziam para que eu não reagisse senão seriam obrigados a ¿estourar meus miolos¿. Neste momento eu só rezava, a tensão era muito grande, nunca imaginei que pudesse sentir tanto medo. As coisas já não estavam boas e iriam piorar ainda mais. Ah! Esqueci de dizer que quando passei para o banco de trás meu paletó descosturou. Era desses bem justinhos para valorizar o corpo e não agüentou a pressão dos meus movimentos assustados. O rapaz que me apontava a arma me segurava pelos cabelos. Será que ele não sabe o trabalho que dá para se fazer uma escova? Talvez se eu dissesse que é praticamente meio jogo de futebol ele sentiria um pouco de dó. Para os homens todas as medidas são referentes os futebol. O terreno corresponde a ¿x¿ estádios do Maracanã, o tempo equivale a cinco jogos de futebol; fulano tem ¿n¿ filhos, quase um time de futebol, e assim vai...... As coisas se complicavam à medida em que rodávamos pela cidade e a chuva forte e o vidro escuro impediam a visão de quem estava do lado de fora. O fato é que meu terninho estava rasgado e meu cabelo um horror, isso sem falar no cheiro da mão do rapaz que estava me empesteando. Comecei a chorar, e quanto mais eu pensava no meu rosto borrado pelas lágrimas mais me desesperava . A desgraça total veio quando me abandoram em uma favela onde a chuva me ensopava e o esgoto entrava pelos sapatos que eu trouxe de uma viagem a Nova Iorque. Senti que era meu fim. Será que eu merecia passar por tudo isso? Logo eu que sempre guardei moedas para dar aos pedintes..... Às vezes acho que a sorte nem sempre acompanha quem a merece. Todos estamos sujeitos a assaltos nas grandes cidades, mas faça-me o favor! Eu não entendo por que não levaram apenas o carro e o dinheiro. Tudo não passaria de um susto, mas essa tragédia toda ninguém merece........ Por sorte um carro da polícia passou pelo local e fui levada à delegacia, onde me sentia ridícula toda molhada e com o cabelo parecendo uma vassoura. Finalmente algo de bom passou pela minha cabeça depois de tanto tempo. Com o dinheiro do seguro poderia comprar uma linda bolsa importada e uns três pares de sapatos de primeira, afinal o carro valia uma nota. Tomara que não o encontrem... Dado postado por: Dado 1:35 PM Comments: Quarta-feira, Abril 07, 2004 A Casa da Sogra Conhecer a família da nova namorada é sempre um assunto muito complicado, afinal você está entrando em um terreno cheio de mistérios, quase inimigo. Com certeza você já sabe muitas coisas sobre a maioria das pessoas, mas a verdade é que gostaria de evitar ao máximo esse contato. Você também já faz parte da família e todos te conhecem mais do que você imagina. Assim sempre haverá aquele tio, primo ou cunhado que vai se sentir no direito de fazer brincadeiras que só servem para fazer você se sentir cada vez mais um peixe fora d´água. Claro que você tem sempre uma resposta capaz de fazer esse babaca se sentir um lixo, mas você jamais as usaria no primeiro contato. Assim, além de aloprado você se sente frustrado por não mostrar que você também é um ¿mala¿ e ter de passar por bobão mesmo. Sua namorada também não coopera muito. Você sempre será apresentado em um churrasco de domingo, que normalmente já está rolando há algumas horas e com o pessoal já ¿no clima¿. Por que ela não te leva na casa de cada um durante a semana? Assim você poderia conhecê-los com calma, sóbrios e com o tempo curtíssimo. O fato é que ela não quis assim e este com certeza é um dos momentos nos quais você mais vai se sentir o centro das atenções em toda a sua vida. Aquele silêncio que pode ser tocado e todos os olhares voltados a você, o mais novo bobo-da-corte. Na verdade ninguém nem sabe ao menos se esse namoro vai dar em alguma coisa, mas você vai entrar para a história e será lembrado no futuro por alguma característica que será ampliada algumas centenas de vezes. ¿Lembra daquele carinha do cabelo esquisito?¿, ¿E aquele baixinho cabeçudo? Até que ele era bonzinho...¿. Se você tiver sorte nenhum manguaceiro vai chamar seu novo amor de querida do titio e te ameaçar se caso você fizer a sua princezinha sofrer. Um verdadeiro horror, mas faz parte do processo de descobrimento desse novo ecossistema chamado casa da sogra, aliás esse é um bom momento para você pensar em como a sua casa é ¿normal¿ e os seus parentes são inteligentes e educados. Não preciso nem dizer que você não pode encher a cara nesse dia, né? Beba com moderação, afinal se você for repudiado logo na primeira reunião familiar o seu namoro estará morto. Pode chamar a atenção o fato de, neste dia, as pessoas mais amistosas serem os pais da garota, mas não se iluda. O sogro será seu camarada e sempre garantia de um papo agradável, mas além de estar avaliando constantemente sua carreira profissional é fanático pelo maior rival do seu time. A sogra..... bom..... a sogra já é um caso mais delicado. Se ela não gostar de você sua vida se tornará um verdadeiro inferno. É fácil reconhecer a boa e a má sogra. Embora tente parecer sempre agradável, se não gostar de você isso ficará estampado na testa dela, aí você está perdido...... Depois de duas horas nesse ambiente maluco você já estará louco para ir embora, aí começa a batalha final, ir embora sem parecer o fresquinho que não se mistura. Por isso aqui vai uma dica. Quando chegar já avise que tem um compromisso inadiável, pode ser uma missa de sétimo dia. Comece a se despedir com pelo menos trinta minutos de antecedência, já que ficarão te oferecendo a saideira e perguntando se você não gostou da família. No final você sairá cansado e com a cabeça girando. Não faça para a sua amada comentários que desabonem quem quer que seja. Para você todos são muito simpáticos e espirituosos, afinal de contas ela também conhecerá o seu pequeno zoológico......... Dado postado por: Dado 10:03 AM Comments: Segunda-feira, Abril 05, 2004 Aquele Casal Aquele casal tão lindo. Ela jovem, de beleza estonteante, inteligente e bem humorada. Ele igualmente jovem, talvez não tão lindo, mas inteligente e tão cheio de vida que se tornava tão interessante quanto ela. Claro que os casais têm os seus problemas e com eles não poderia ser diferente. Talvez o grande nó dessa história que tanta inveja causava era exatamente o defeito dos dois. Eles tinham exatamente o mesmo defeito. Na verdade tinham muitos, mas o principal era comum aos dois. Intolerantes. Já vi gente intolerante, como todos vêem a cada momento, mas esses dois eram o supra sumo. A cada olhar torto de um o outro retrucava com aspereza. O pior é que como todos os problemas de quem vive junto tendem a se agravar, com esse não foi diferente...... Com o passar do tempo, e entenda-se por tempo não décadas, mas algo como dois ou três anos, passaram a achar um no outro defeitos até onde não havia. Cada suspiro de um soava como ofensa para o outro. As conversas... Bom, que conversas? Talvez um comentário sobre um filme que por acaso assistiram juntos na sala, ou algum fato de grande relevância para a sobrevida do casal. Nem atentados nem campeonatos, nada que não fosse realmente importante para o convívio dentro da casa. É certo que existia muito respeito entre eles e o carinho, apesar de parecer incrível, ainda existia entre os dois. Provavelmente porque sabiam que a vida havia sido muito generosa com eles no começo do relacionamento. Experimentaram momentos de felicidade, sempre entre tempestades. O fato é que não se odiavam, exatamente por saber que entre eles era impossível um relacionamento saudável. O incrível é que um reclamava do outro e para quem ouvia parecia que reclamava de si mesmo. O amor, aquele que buscamos em outra pessoa para nos acompanhar pelo resto de nossas vidas, esse jamais habitou aquela casa, mas ainda assim se admiravam. Quietos. Não trocavam uma palavra sequer. Apenas sabiam do dia do outro através de parentes ou amigos em comum. Em casa, quietos. Claro que uma situação como essa é impossível de agüentar por muito tempo e a separação foi inevitável. Houve um espanto geral porque apesar de tudo eles formavam um belo casal e todos imaginavam que com as qualidades que cada um reunia as crises sempre seriam superadas, afinal era um casamento tão bonito....... Eles viajavam, saíam, visitavam, sempre estavam juntos. Quietos. Nunca foram vistos em uma festa sem o outro. Também nunca foram vistos a sós em uma festa. Parece que viviam para os outros, para encher os olhos dos outros com juventude, vontade de viver e, bem ou mal, um casamento. Dizem que existem almas gêmeas. Eu diria que são almas irmãs. Hoje buscam almas amantes... Dado postado por: Dado 4:52 PM Comments: Amorzinho bom Você já se sentiu realmente amado? Acho que o amor não é um sentimento que vive sem reciprocidade. Na verdade acho que nem chega a nascer de verdade se não for recíproco. O amor é diferente de simplesmente gostar de alguém. Quando se gosta é possível que não haja reciprocidade. Aliás essa tal reciprocidade já tão citada é fundamental para que se conheça o amor. Há coisas que têm o seu caminho certo, para as quais é inútil tentar rotas alternativas. Isso normalmente acontece com sentimentos muito especiais e as diversas formas de amor. Todas seguem os trâmites burocráticos do que é sublime. Certamente que cada qual tem suas peculiaridades e não se pode esperar que se repitam uma vez sequer, mas na essência seguem alguns passos básicos. Você tem certeza de que amou aquela pessoa que não te deu a menor bola e só te fez sofrer? É possível amar de fato alguém que se revelou com o tempo uma pessoa completamente diferente da qual você acreditava amar? Alguém que depois de algum tempo te dá asco? Certamente o amor é baseado em transparência e pode ser confundido com muitos outros sentimentos, mas quando chega pra valer é inconfundível e delicioso. As besteiras que se comete em nome de um sentimento tão lindo são capazes de fazer qualquer monarca perder a pose. Aquela vontade incontrolável de ver a pessoa todos os dias, ou melhor, todas as horas é somente o começo de tudo. As madrugadas ao telefone jogando conversa fora e repetindo as mesmas coisas até que a orelha fique vermelha e quente é outro passo natural do amor. Ah! Os apelidos. Os apelidos são um capítulo a parte no incrível manual de como ser um amante incorrigível. Normalmente os homens perdem toda a postura máscula em troca de apelidos como Pitoco, Fofinho, Gatinho, Morzinho, More e o abominável Bebezinho! Será que as mulheres sabem o que significa para um homem ser chamado de "bebezinho"? Com certeza sabem e o usam apenas como teste. Assim fica fácil saber se realmente são amadas por esse cara tão misterioso e charmoso que de repente se transformou em um babão de marca maior. Ah! Je t´aime mon amour! Quantas atrocidades com o pobre francês! Tudo pra fazer um biquinho e quem sabe ganhar um beijo apaixonado da amada. A causa de tudo. A mulher que te transformou em um ser patético e a quem você agradece diariamente por isso. A azeitoninha da sua empada............... Dado postado por: Dado 4:50 PM Comments: Sin Tus Colores Se me fueron la rima y el metro, ya perdi hasta las palabras todas; se me fueron las ganas de reirme de las tonterias y lo bello que es vivir. Se me fueron los colores con tu pelo; se me fue la paz con, tu piel blanca, tus ojos verdes, vivos, curiosos; me quedo con la tristeza, el olvido. Quiero darte amor, enseñarte a amar, traerte a la vida sin los daños pasados y que te resuenam por la noche, despertarte de la pesadilla, darte sueños Asi salgo por completo de la oscuridad, lleno de vida, con el alma en júbilo, amandote más y más cada dia, escribiendo una historia nueva, nuestra... Denis Borges postado por: Dado 1:24 PM Comments: Reina de las Tardes La reina de mis pensamientos esconde tras su rostro de ángel todo el placer prohibido y los secretos que me regala cada dia. Dibujo al trazo en mis sueños su piel blanca de líneas fuertes; en su boca siento el sabor de vino que me embriaga y me dá vida. Poseerla, aunque por pocas horas furtivas, en una tarde qualquiera, basta para recibir un soplo de vida. iViviré hasta el próximo encuentro! Despues del ocaso me desespero, siento que la pierdo,ya se vá, me pierdo; su piel blanca ya se hace diáfana, busco, no encuentro nada, hasta mañana... Dado postado por: Dado 1:22 PM Comments: El Pecado Tiene Nombre El pecado tiene nombre y camina con la gente por las sendas, y vive en las oficinas y es dueño de las ciudades Sus aullidos insanos resuenan en la madrugada, cuando ya no hay más hilo entre el sueño y la insólita realidad tan cruel. Busco un camino, una acera, huyo de él porque sé que es mi perdición, sé que que me muero, no sólo el cuerpo, sino el alma. Cuando veo la cara al espejo la verdad me toma y me hace ver que soy de los males el peor el pecado tiene nombre, el mio. Dado postado por: Dado 1:21 PM
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